quarta-feira, 10 de abril de 2013

Assaltos à postos de combustível

     Escuto todo o santo dia que um posto de combustível foi assaltado na madrugada em Porto Alegre. Já virou uma espécie de pleonasmo assalto e posto de combustível. Com os assaltos desta madrugada, já foram registrados 120 assaltos na Capital e 205 no Rio Grande do Sul só este ano. Quer dizer que mais da metade dos assaltos à postos de combustíveis ocorrem em Porto Alegre? Todo mundo vai responder que: "Claro, é a Capital, é a maior concentração de postos do Rio Grande do Sul", mas eu digo que não deveria ser, pois justamente por ser a capital do Rio Grande do Sul, onde reside o prefeito de Porto Alegre e o Governardor do Estado, deveria haver mais postura em relação a esse caso. Então, quer dizer que o poder público está de costas para a proteção dos frentistas? De certa forma, sim, pois não vi nenhuma medida preventiva da Brigada Militar ou nenhum pronunciamento do governador Tarso Genro em relação aos constantes assaltos. Vai ter de ser que nem os taxistas, que vai ter de morrer um para que os reconheça como salvadores? Só assim para dar proteção aos funcionários das empresas de combustível, mesmo.
Foto: VL Rúbens - Itapetininga/SP
Porém, existe o outro lado da história que tenho de admitir. Os empresários, donos destes postos, só estão interessados no faturamento diário do seu negócio petroquímico. Enquanto eles estão dormindo com os anjinhos, seus subordinados estão à mercê de drogados e desesperados por até 20 reais, como já ocorreu em um assalto aqui na Capital, para roubar frentistas com o que ele tiver em mãos. Pô, vendo que vai dar um pepino maior no futuro, fecha os postos de combustíveis a partir das 22h, como era anos atrás, para proteger e zelar pelo bem de seus funcionários. Deixa só um posto aberto da franquia em cada parte da cidade e com a Brigada Militar fazendo corujão nesses postos, daí quero ver qualquer abstinente querer assaltar frentistas.         
     Mais segurança ao trabalhor já. Não basta eles trabalharem madrugada afora, tem de ficar se arriscando, de mãos atadas para o descaso do poder público, a serem assaltados e, futuramente, assassinados? Não vamos fazer da estatística uma realidade cruel. Vamos precaver desde já!

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