sexta-feira, 19 de abril de 2013

Grêmio sofrido

     O jogo de ontem contra o Huachipato foi apenas um dos diversos jogos que o Grêmio venceu de forma sofrida. Me recordo de um jogo contra o Caxias, em 2011, que o Grêmio conseguiu se classificar à final do Campeonato Gaúcho com um gol de zagueiro, aos 49 minutos do segundo tempo, esse Rafael Marques, que era um perigo nas duas áreas.
     O Grêmio, no primeiro tempo, esboçou algumas boas jogadas, num ritmo lento para alguns que deixaram a desejar, como Barcos e, principalmente, Vargas, que ainda não disse a que veio, e de outros que supriram o ofusco dos dois atacantes gremistas, que foram Fernando, em crescente desde que esses começaram a desejar dentro de campo, e Zé Roberto, que nada mais é que um android, simplesmente isso. O primeiro gol gremista saiu numa jogada isolada de Barcos, que escorou para o "staminável" Zé Roberto, dandk um "cabo de arraia", segundo o próprio, para abrir o placar no Chile. Depois disso, o Tricolor começou a sentir a pressão de jogar fora de casa e a burrice de Luxemburgo começou a pegar, trocando Vargas e Barcos por Welliton e Kléber, sendo dois segundos atacantes, o que é uma boçalidade para quem precisa segurar um resultado considerado magro de 1 x 0 (o Grêmio podia até empatar). A lesão de Adriano fez que Alex Telles entrasse em campo, deslocando André Santos para a meia cancha. O lateral oriundo do Juventude entrou bem, ligado no jogo, mas aí a prova real da burrice do técnico gremista se contrastou: Werley, em uma dividida com atacante do Huachipato, sofreu uma lesão no músculo e ficou totalmente sem condições de retornar a campo. Luxemburgo, como sempre fez no Grêmio, mandou mais que todo mundo e exigiu a entrada do lesionado zagueiro a campo, ficando totalmente imóvel e andando com uma perna só durante os 15 minutos finais. Fico pensando que esse retorno forçado poderia ter resultado em um agravamento na lesão do Werley, mas, né, o Luxemburgo manda mais que Fábio Koff no Grêmio e isso não teria problema. Resultado: com o camisa 4 gremista totalmente plasmático no ataque e com o improviso forçado do apagado Souza na zaga, o Grêmio tomou o gol de empate, que, ao meu ver, Dida falhou em não ter ido na bola, mesmo com seus 1,95 m, mostrando, assim, que ele não tem atitude na grande e nem na pequena área.
     Enquanto isso, o Fluminense conseguiu uma vitória no Rio contra o Caracas, conseguindo a liderança do grupo 8 da Libertadores. Agora, com o empate de ontem, o Grêmio pega o Santa Fé nas oitavas de final com vários desfalques, como Zé Roberto, que recebeu o terceiro cartão amarelo, Werley, que não se sabe o que realmente aconteceu ainda, de Adriano, que deve ter sido um problema de ligamento, de Elano, que tem previsão de retorno só daqui a 40 dias, e de outros jogadores que são desfalques há tempos como Barcos, Vargas, Kléber e Welliton. Se o Grêmio deseja esboçar uma equipe para quer ser campeão desta Libertadores, tem que ser melhor do que foi apresentado ontem, no qual segurou um singelo empate na base do sofrimento, porém aguerrido. Mas todo mundo sabe: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

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