segunda-feira, 8 de abril de 2013

Pseudos ídolos do Brasil

     Não aguentei. Resolvi ressuscitar este blog, depois de quase trés anos - agora um pouco mais maduro, menos alienado e quase alfabetizado, justamente para falar de assuntos bem mais ácidos e preponderantes na sociedade. Não vou deixar de falar do que mais gosto entendo, que é futebol, mas este assunto me instiga mentalmente há tempos e não quero mais expor meus ideais no Facebook, pois não tolero mais aquela rede social maldita e ver compartilhamentos boçais dos meus amigos. 


     Dia seis de abril completou um mês da morte de Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr,, e hoje eu vejo como um falso ícone desaparece em menos de uma semana. 30 dias passados e as pessoas pararam de falar sobre a morte do cantor, que foi encontrado morto em seu apartamento, no dia seis de março de 2013. No dia, foi um fuzuê sem tamanho, que tinha falecido um dos poucos remanescentes da Música Popular Brasileira. Olha só que ultraje! Comparar um músico que optou pela morte (agora já divulgado o laudo: Chorão, ou melhor, Cheirão, como o polêmico repórter César Tralli proferiu, teve mesmo uma overdose de cocaína).

     Não posso me calar da forma que botaram no pedestal a pessoa Chorão, que foi mais um politicamente incorreto no cenário musical brasileiro, que utilizava em suas músicas incentivo à loucura e à insanidade aos adolescentes e tinha nestas uma compilação de frases da internet, como: "Você falou pra ela que eu sou louco e canto mal, que eu não presto e sou um marginal, que eu não tenho educação. que eu só falo palavrão e para a socialite eu não tenho vocação. O estopim foi ele ser enterrado com a bandeira do Brasil, Mas o que ele fez para a nossa nação? Quem nomeou-o como figura representativa da nossa república? Os adolescentes? Não sabia que eles tinham representatividade no cenário político para determinar isto. Estranho é ter como reflexo de uma sociedade uma pessoa que optou por se viciar, afundar-se cada dia mais num vício esdrúxulo e mesmo assim ser enterrado a título de ídolo nacional. O Chorão que escolheu por morrer deste jeito e sempre foi referencia de um comportamento marginal, utilizando roupas largas e se vestindo feito um adolescente desleixado. O tratamento de cinco estrelas do enterro dele e a forma como ele morreu, foi e agiu e inaceitável para um país ainda que como o Brasil.
Fonte: Portal IG/ Autor não identificado

     O Chorão é apenas mais um dos artistas da moda que é preterido como ícone da música brasileira. Casos como Cazuza, Renato Russo e Raul Seixas, nos anos 90, são outros que geram fanatismos exagerados entre alguns adolescentes e, agora, já em alguns adultos, que vivenciaram a década para gostar deles. Cazuza, em uma de suas músicas, disse que enquanto houver burguesia não haverá poesia. Ele, de fato, foi mais um que jogou fogo na palha para fazer polêmica com os problemas contrastados na nossa sociedade do século passado, só que seu pensamento é totalmente equivocado, pois os maiores poetas da história eram burgueses, como Shopenhauer e Shakerpeare, à exemplo.

     Me questiono da onde proferem tanta bobagem anexada em músicas sem sentido real e mesmo assim são referenciados como se fossem os salvadores de uma falsa pátria. Cazuza, até hoje, é considerado um dos grandes poetas e compositores da música brasileira, com letras que beiram a colossal ignorância. Para mim, artistas como este e como Renato Russo só fizeram sua marca na história da música tupiniquim por terem levado uma vida desregrada, movida a sexo sem proteção, drogas em excesso e rock n' roll fulo e ao por acabarem morrendo de uma doença em alta à época, o HIV. O ex-vocalista do Legião Urbana é aclamado por construir histórias utópicas, de valor inexistente e incompreendível para os lúcidos ouvintes da boa música brasileira, onde versa-se músicas de até dez minutos, como Faroeste Caboclo e outras mirabolantes histórias que deviam se tornar cronicas de um mundo que ainda não foi descoberto por nós seres-humanos.. Por último, deixo o grande e saudoso Raulzito, o ressuscitado em todas as rodinhas de violão com o dizer: "Toca Raul". Seixas é mais um desses de valores questionáveis, com uma vida totalmente desmoralizada e passando uma ideologia totalmente contrária ao padrão dos adolescente da contemporaneidade. "Controlando minha maluquez, misturado com minha lucidez" são apenas uma das várias ditas frases de impacto que suas musicas repercutem na concepção e, até mesmo, na concepção de adolescentes alternativos e adultos sem instrução de vida hoje em dia.

     O espelho da nossa sociedade está totalmente embaçado. Vimos posers tornando-se ídolos de pessoas que buscam na música uma inspiração para a formação do seu caráter e casos como estes só mostram os valores errados e repassado a, pelo menos, duas gerações, de pessoa da faixa etária dos 18 a 25 anos. Como queremos esboçar alguma mudança se a mídia faz aflorar esse tipo de artista na nossa cabeça, fazendo que se dissemine péssimas mensagens aos nossos futuros frutos? Esperamos para ver as frutas podres da tigela contaminem as novas que estiverem chegando para resultar, pois como já diria o já citado poeta "Meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder". Pode ser a mais correta frase que Cazuza tenha dito, pois os nossos inimigos são mais inteligentes e maquiavélicos dos quais ele cita como heróis, que não fizeram nada pela pátria e morrem renomeados na história. Ideologia, eu quero uma para viver, não esta.

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