quarta-feira, 10 de abril de 2013

Readmissão da cobradora da Carris

      Trabalho na prefeitura e filtro todas as notícias relacionadas a readmissão da cobradora da Carris, Karina Manke Lemos. Ela foi demitida, em primeira instância, segundo a Carris, por não ser mais útil ao quadro de funcionários da empresa, por faltas não justificadas e mau relacionado com colegas de trabalho. Em contrapartida, a cobradora afirma que foi demitida por justa causa, após questionar em seu Facebook se José Fortunati, perfeito de Porto Alegre, levava algo do lucro da passagem de ônibus. Segundo o Código Civil, o pensamento não delingue, tampouco a liberdade de expressão, mas acusar de forma caluniosa o prefeito, sem ao menos ter alguma prova disso, é um absurdo. Maior absurdo, ainda, é fazer tal acusação no ambiente de trabalho, no qual ela deveria, tecnicamente, estar trabalhando, enquanto isso estava desviando sua atenção a algo que lhe não cabe no momento, por não possuir justificativas concretas para fazer tal acusação. Com sua readmissão, penso que não existe mais respeito entre funcionário e chefe, não existe, nivelando por cima, respeito hierárquico dos subordinados entre o prefeito da cidade? Queria ver se algum funcionário do Ministério Público do Trabalho desrespeitasse o promotor-chefe de lá para ver como seria o tratamento.
     Readmití-la extrapola o limite da tolerância da sanidade, pois a Carris a acusa de má funcionária e depois de sua readmissão ela passou a ser boa, além de o respeito entre uma pessoa de alto cargo com o Fortunati ser jogado no lixo como mods usado, passando a régua numa situação delicada. Ah, se a moda pega vai ter político de outros partidos acusando a Dilma de qualquer calúnia que não vai acontecer nada, pois já justificar a mesma razão para se safar da pena.

Nenhum comentário: